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15/08/2010
Propaganda de alimentos - é sódio, cara!
Por Eduardo Perillo*

Você já deve ter visto o comercial da família que sai de férias na perua, comendo alegremente petiscos variados aí surge o guarda rodoviário, bem cheinho, comendo um enorme sanduba de mortadela. Reforçando a idéia, aparecem os avós com a bandeja lotada de cachorros quentes, olhando desconsolados para os netos destruindo a sala de visitas. Para finalizar, alegres professores dançarinos - ninguém é de ferro - divertem-se à mesa comendo uma pizza alegremente.

Você adivinhou: a idéia central do comercial é que férias e felicidade para valer, só comendo, e muito, os tais petiscos. Claro que comer é bom, mas, como tudo mais na vida, quando feito de forma inadequada, pode trazer problemas para a saúde.

A questão é que existe uma regulamentação para entrar em vigor em dezembro próximo, relativa a comerciais e propaganda em geral de alimentos que contenham quantidades elevadas de açúcar, sal e gorduras (saturadas e trans), além de bebidas que não alimentam. Tem gente - adultos e crianças - que se alimenta (?) quase que só dos tais alimentos com muito açúcar, sal e gorduras, e para quem verdura, fruta e legume devem ser nomes de jogadores de futebol.

A regulamentação quer assegurar ao público consumidor exposto à propaganda, em especial às crianças, uma alimentação adequada e o direito à saúde, fazendo com que fabricantes e anunciantes informem de maneira clara, durante a propaganda no rádio televisão e outros meios, inclusive impressos, os riscos do consumo excessivo de tais produtos.

Ficaria assim: o produto tal contem muito sódio (sal) e, se consumido em grande quantidade, aumenta o risco de pressão alta e doenças do coração, ou ... contém muita gordura saturada e, se consumido em grande quantidade, aumenta o risco de diabetes e de doenças do coração, valendo o mesmo para excesso de açúcar (risco de obesidade e cárie dentária), e de gorduras trans (risco de doenças do coração), aumentando o alerta quando o alimento apresenta mais de um risco.

A intenção parece boa, mas fabricantes e anunciantes são contrários à regulamentação, argumentando que contraria a Constituição, fere a liberdade de expressão e não produzirá efeitos práticos sobre os hábitos alimentares da população, mesmo entendendo a necessidade social de uma dieta alimentar mais saudável. Por outro lado, apóiam a medida, nela enxergando efeitos benéficos, entidades médicas que tratam de doenças do coração e dos rins, além de outras que cuidam de problemas da nutrição e entidades que tratam da defesa dos consumidores.

E você, acha o que?

* Eduardo Perillo é médico, doutor em história econômica pela USP e mestre em administração pela PUC/SP. Trabalha com educação continuada de executivos e em produção de estudos na área da saúde para organizações públicas e privadas. Seu email é perillo@allameda.com.
(Artigo originalmente publicado no jornal Metrô News / São Paulo, Agosto 2010)
      
(publicado em Allameda a 15/08/2010)

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