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23/10/2002
Quantas pessoas você é na era digital?
por Rogério Bravim

Temos a honra de viver no início do terceiro milênio, onde presenciamos cada vez mais grandes avanços tecnológicos. Muitos chamam este período de era digital.

Agora mesmo quando escrevo este texto uso um palm top (computador que cabe na palma da mão) e estou sentado em minha confortável cama. Assim que acabar de teclar (jargão modista para escrever) este artigo estará disponível na internet, onde qualquer pessoa do mundo poderá ler e compartilhar.

Nosso dia-a-dia está tomado por toda esta tecnologia, que vai desde comprar um simples bilhete de metrô numa máquina self-service, passando pelo celular, por um atendimento telefônico totalmente eletrônico, seja em sua conta bancária, no seu cartão de crédito ou qualquer outro serviço de atendimento ao consumidor, WAP que permite acesso à internet no seu telefone celular, TV a cabo, biométrica que permite que máquinas reconheçam a nossa voz, nossas digitais, a íris de nossos olhos etc. Isto sem falar nos e-mails, que ressuscitaram a velha e boa prática de escrever cartas, não com a mesma arte mas servindo como meio de comunicação eficaz. Embora parece ser muito, isso é apenas um resumo do que esta era digital tem trazido até nós.

No entanto, quem usa estas tecnologias depara com pelo menos um efeito colateral. Para citar apenas um, pergunte-se: quantas pessoas e senhas você tem para acessar todos estes serviços?

Inúmeras, seja a senha do seu computador, no acesso a internet, no e-mail ou no seu banco etc.

Tudo isto sem levar em conta que muitas destas senhas têm prazo de validade e, portanto, devem ser trocadas periodicamente. Então surge mais uma pergunta: como você administra todas estas senhas?

Entretanto, alguém poderia dizer que a resposta é muito simples, ou seja, basta apenas adotar sempre o mesmo nome de usuário e a mesma senha. Sem dúvida, isto resolveria se não houvesse nenhum risco e nenhuma restrição. No entanto, manter o mesmo usuário e senha equivale a colocar todos os ovos na mesma cesta. Logo, se a senha cair nas mãos de alguém mal intencionado, todos os ovos se quebrarão. Por isso, muitos serviços obrigam a troca periódica de senha, para contornar o risco que pode representar usar sempre o mesmo usuário e senha.

Além disso, há outro aspecto a considerar, ou seja, as restrições que por vezes somos obrigados a nos submeter. Para entender esta situação, suponha que você costuma sempre usar o nome de usuário Roger e sua senha RogerMaio2001. O que costuma acontecer nestes casos é que o nome de usuário Roger já foi cadastrado por outro usuário e, para contornar a coincidência, logo você cria uma variação do seu nome. Neste momento, você acaba de criar um novo personagem pra si mesmo. No caso da escolha da senha tem outro problema que pode complicar um pouco mais. Pode acontecer que o número máximo de caracteres permitido para senha seja de oito dígitos. No nosso exemplo inviabilizaria o uso da senha e teria de ser trocada por outra. Consegue perceber as dificuldades envolvidas?

Considere ainda mais, se você é um heavy user (termo usado para usuários que utilizam muito a internet) e costuma se cadastrar em vários sites com certeza já se deparou com situações em que você não consegue registrar, porque alguém por coincidência já usou aquele usuário (login) que você já estava acostumado e mais uma vez você criará uma variação, o que tornará mais difícil à administração de todos estes personagens que você vai criando pela web. Outra questão, se você usa pouco determinado serviço, não raro esquecerá sua senha e aí mais um problema. Qual era mesmo minha senha?

Atualmente, temos presenciado grandes empresas e gente especializada tentando resolver este problema. Estão procurando concentrar em um único perfil o que poderíamos chamar de cadastro unificado de dados e informações da pessoa. Até arriscaria dizer que se trata de um conceito de pessoa virtual, em alusão aos conceitos utilizados no Brasil para separar pessoa física da pessoa jurídica. A idéia principal seria fazer com que o usuário sempre utilizasse este identificador padrão para ser reconhecido por qualquer instituição seja ela governamental ou comercial. Na teoria muito interessante, na prática aponta-se algumas questões polêmicas, como por exemplo, o fato de uma instituição manter e proteger os dados confidenciais dos usuários e preservar o direito de privacidade, isto sem falar no aspecto da segurança. Outra questão ética é o fato de uma instituição tomar para si o poder de concentrar dados e informações das pessoas, o que potencialmente a tornaria muito poderosa. Lembre-se informação é poder, logo isto é um assunto polêmico.

Enquanto isto, vamos observando e discutindo as novas idéias que vão surgindo. Neste ínterim, para minimizar este problema de decorar inúmeros usuários e senhas, deixo a seguinte dica para ajudar: procure usar nomes de usuário composto no mínimo por 6 letras e 2 números, quando não for permitido o uso de letras para compor uma senha, faça uso do alfabeto que acompanha os números de um teclado numérico, por exemplo, se minha senha fosse roger o numero equivalente é 76437 - quase todos os teclados numéricos possuem esta facilidade. O que é desaconselhado é usar caracteres especiais, além é claro de nunca anotar em papel ou meio digital seus dados secretos, recomenda-se sempre que os guarde na sua memória.

Certamente, estas pequenas dicas não resolverão todos os problemas, porém, ajudarão a conviver melhor com este mundo cheio de assinaturas eletrônicas. No mais aguardamos que futuras novas tecnologias resolverão nossos problemas de identificação e a maior aposta para simplificar isto tudo é a biotecnologia. Que venha logo então.

Sobre o Autor: Rogério Bravim, consultor de e-business e CEO da Sys7 International System (www.sys7.com.br), é Administrador Profissional, Pós-Graduado em Marketing e Propaganda, Gerente de Projetos em Tecnologia da Informação e Consultor de Negócios. Trabalhou por seis anos como Consultor exclusivo na Philips do Brasil e Walita. Atualmente tem se dedicado aos estudos relacionados à internet, especialmente e-business e marketing digital.
      
(publicado em Allameda a 23/10/2002)

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