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03/01/2017
Negócios seriamente divertidos
*Por Patricia Estefano

Dizem que sou uma pessoa séria. Bem séria. No escritório, se o assunto é levar bronca, parece que o pessoal prefere receber pito da minha sócia. Sussurram que comigo a pegada é outra. Tipo, você sabe, séria. Não sei se concordo. Me olho no espelho e tenho vontade de dar risada. Rir da tal seriedade. Séria, eu?

Mas se for bom para os negócios, concordo na hora que sou da máxima e total seriedade. Isso vale normalmente até que a pessoa com quem estou negociando solte a primeira piada. Porque, vamos ser claros, o negócio em que trabalho, no qual investi capital, tempo, energia e amor, é de gargalhar. Pelo menos é isso – gargalhadas - o que a gente mais ouve do lado de fora das salas onde nossos clientes entram para levar susto, pensar muito, perceber sua própria generosidade ou competitividade e testar seus limites estratégicos. Bom, não que os clientes pensem nessas coisas. Eles querem mais é se divertir. E, com um pouco de sorte e outro de competência, podem ainda se vangloriar de serem simplesmente o máximo se conseguem sair das armadilhas que criamos pra eles. Sim, porque nosso negócio é cheio de arapucas. E, acredite, o cliente gosta – e quer repetir a dose sempre que possível. E eu, enquanto isso? Bem, fico do lado de fora. Me divertindo. Acha mesmo que sou tão séria quanto dizem?

A verdade é que muitos empreendedores sonham ter um business que seja, fundamentalmente, divertido. Minha sócia e eu pensamos nisso também antes de tomar a decisão de abrir o Escape Hotel. É, nós temos um hotel. E de alta rotatividade: o cliente nunca passa mais que uma hora no apartamento. Está imaginando coisas? Então deixe eu ajudar sua imaginação: jamais um cliente entra sozinho em um dos quartos do nosso hotel. No mínimo três. Regra da casa. Mas a gente tem decência: no máximo sete.

Okay, não é um hotel comum, logo se vê. É um hotel de escape. De jogo de fuga. As risadas que a gente ouve às vezes são um tanto altas. Deve ser de nervoso. De vontade de decifrar as armadilhas, enigmas e roteiros malucos que a gente pôs em cada quarto. Deu um trabalho insano criar as histórias dos apartamentos. Um deles é o próprio cenário de filme noir, daqueles densos e bem anos 40, e envolve decifrar um assassinato. Outro tem uma protagonista que costuma arrepiar as meninas (de qualquer idade) e levar os meninos (também de qualquer idade) a disfarçar o nervosismo – eu deveria falar medo? – com gracinhas sem graça. A musa em questão é a Loira do Banheiro. Tem outras tantas histórias. Então tá: a gente pode combinar que, sim, esse é o tipo de negócio divertido, nada nada nada sério.

Mas espere um pouco. Sabe quanto custa por um hotel em pé? No nosso caso, é um imóvel de mais de 600 metros quadrados primorosamente decorado. Recepção sempre atenta, hall em ordem, apartamentos impecáveis, limpeza no nível de laboratório científico e tudo o mais, isso é só o básico. Por se tratar de games de escape, há ainda a cenografia perfeccionista, as histórias de jogos criadas por roteiristas cinematográficos e, isso é importante, a automação. As salas são como robozões industriais. Lotadas de sensores de todos os tipos, malhas de controladores lógicos, softwares inteligentes que abrem e fecham passagens secretas e outras traquitanas tecnológicas desenvolvidas sob medida. Fora as centrais de controle e, bom, tem muito mais coisa.

Isso é investimento. Coisa séria. Dar risada, pra nós, é de extrema seriedade. Quer dizer, garantir a diversão do cliente não é nenhuma brincadeira. Cada vez que a gente dá reset em um dos apartamentos e vê todos os mecanismos se movendo, sem falhas, a sensação é de dever cumprido. Dever. Essa é uma palavra importante. Temos esse compromisso de perfeição. E tem funcionado tão bem que, embora nossa instalação pioneira ainda não some um ano de funcionamento no bairro de Pinheiros, em São Paulo, não só temos tido resultados fantásticos como já fechamos uma dúzia de parcerias com empreendedores de Belo Horizonte, Recife e de outras cidades interessados em replicar nossas salas de jogos e modelo de negócios através do que chamamos de Escape Hotel Experience.

Deve ser por tudo isso que, quando dizem que sou uma pessoa séria, tenho vontade de rir. De pura satisfação. Esse negócio em que estamos, fala sério, é muito divertido. 

*Patrícia Estefano tem formação em Negócios pela FGV, foi executiva de marketing de marcas como Swarovski e Loccitane en Provence e é sócia do Escape Hotel (www.escapehotel.com.br), único escape room 100% imersivo do Brasil. - Texto publicado com exclusividade na Revista Leitura de Bordo


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